sexta-feira, 4 de março de 2016

Dieta do TAEKWONDISTA

Repassando de "ABC do Taekwondo". Aprenda como deve se alimentar um atleta ou praticante de Taekwondo:

Antes de mais nada, é importante se estabelecer a diferença entre o atleta e o desportista. Na prática, temos visto muitas pessoas buscando orientação dietética específica para atletas quando, na verdade, são apenas praticantes de atividades físicas sem objetivo de competição. 

- Atleta é aquele que recebe um treino direcionado para um objetivo específico, ou seja, busca um condicionamento físico que leve a uma melhoria de performance em uma modalidade desportiva específica, normalmente com intenção de competição. 

- Desportista é aquele que pratica exercícios físicos por lazer e/ou pela busca de uma forma física desejada, normalmente sem objetivo de melhoria de performance ou participação em competições. 

Sendo assim, o desportista dificilmente necessitará de algum acréscimo na sua alimentação normal, desde que seja essa equilibrada e adequada às suas necessidades nutricionais. O desgaste gerado pela atividade desportiva, nesse caso, é facilmente compensado por de uma boa alimentação, sem necessidade de nenhum alimento ou suplemento adicional. 

Em casos de pessoas que têm peso normal ou abaixo do normal e pratiquem atividades físicas regulares, pode-se fazer um necessário acréscimo na quantidade de alimentos ingerida ao dia, como forma de repor a energia gasta durante o exercício e prevenir a perda de peso, quando esta não é desejada. De um modo geral, a atividade física, em qualquer situação, leva a uma perda de água pelo organismo, o que deve ser reposto através de uma ingestão maior de líquidos tanto durante quanto após os exercícios, como forma de prevenir desidratação. 



Orientações nutricionais para melhor performance dos atletas

No caso de atletas, quando há um ritmo intenso de atividade física, com treinos regulares diários, um cuidado maior na alimentação deve ser dispensado. Algumas orientações nutricionais têm sido indicadas, por diversos estudiosos no assunto, como as de maior efeito na busca de uma melhor capacidade e resistência física dos atletas: 

- aumentar a ingestão de água, pura ou na forma de sucos, principalmente durante e após a atividade física; 

- consumir maior quantidade de fontes de carboidratos (massas, cereais em geral, pães e etc.), dando preferência para aquelas que contêm pouca ou nenhuma gordura; 

- evitar gorduras sob todas as formas, tomando cuidado com a “gordura invisível” nos alimentos (maionese, embutidos de carne, queijos amarelos e etc.) 

- não exceder no consumo de proteínas (carnes de qualquer tipo, leite e derivados, ovos etc.) 

- ingerir boas fontes de fibra nas refeições (cereais integrais, pão e arroz integral, cascas, talos e bagaços de frutas e vegetais, grãos com casca), uma vez que estas têm efeito de propiciar uma liberação mais lenta da glicose para o sangue, fornecendo energia ao organismo de forma gradativa, o que é extremamente favorável para o atleta; 

- evitar o excesso de açúcar e/ou alimentos açucarados (o mel tem sido estudado como uma forma melhor de repor energia para o atleta do que o açúcar branco, mas é necessário observar, antes, se há alergia ao produto); 

- evitar o sal em excesso, pois o mesmo aumenta a necessidade de água pelo organismo, assim como pode contribuir para elevação da pressão arterial em pessoas predispostas, o que é altamente prejudicial para o atleta; 

- evitar bebidas gaseificadas (refrigerantes); 

- abusar do consumo de frutas, legumes e verduras; 

- ingerir leite ou similar (iogurte, coalhada ou queijo branco) em uma proporção mínima de dois copos ao dia; 

- cuidado com molhos picantes e gordurosos; 

- na véspera da competição, ingerir grande quantidade de massas (carboidratos) e reduzir ainda mais o consumo de gordura; 

- a mesma orientação anterior serve para a reposição energética após a competição, sendo que, nesse caso, é necessário aumentar a ingestão de líquidos; 

- sucos de frutas adoçados e adicionados de uma pitada de sal ou água de coco são excelentes repositores para as perdas de água e sais minerais derivadas da transpiração durante a atividade física; 

- logo após a atividade, principalmente após a competição, não ingerir alimentos ricos em gordura ou proteínas, dando preferência a frutas (principalmente ácidas), hortaliças e fontes de carboidratos; 

- evitar bebidas alcoólicas, principalmente próximo às competições. 

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Rio 2016: saiba como está a corrida olímpica pelas vagas no taekwondo

Olimpíadas do Rio de Janeiro terão 128 atletas participando em quatro categorias de peso entre os homens e outras quatro entre as mulheres. Brasil terá quatro vagas

Por Eu Sou TaekwondoRio de Janeiro
Um dos caçulas dos Jogos Olímpicos, o taekwondo só estreou nas Olimpíadas em Sydney 2000. Antes disso, foi esporte de demonstração nos Jogos de Seul 1988 e Barcelona 1992, sem fazer parte do quadro de medalhas. De lá para cá, os sul-coreanos dominaram a modalidade nos Jogos com 14 medalhas no total, sendo dez de ouro. O Brasil tem apenas uma medalha de bronze na história do taekwondo olímpico com Natália Falavigna, em Pequim 2008, na categoria +67kg, e quer "tirar o atraso" dentro de casa. 
Iris Sing celebra a vaga para as Olimpíadas de 2016 (Foto: Carla Sofia Flores / Assessoria de Imprensa da CBTKD)Iris Sing já está garantida nas Olimpíadas de 2016 (Foto: Carla Sofia Flores / Assessoria de Imprensa da CBTKD)
Por ser o país-sede, o Brasil tem quatro vagas garantidas e poderá fazer seu critério de escolha. A comissão técnica da Confederação Brasileira (CBTKD) decidiu pelas categorias 58kg e +80kg (masculino) e 49kg e 57kg (feminino). Seletivas internas serão disputadas em janeiro e fevereiro de 2016, envolvendo 19 atletas. Na de janeiro, entre os homens, seis atletas conquistaram o direito de participar da última seletiva antes dos Jogos Olímpicos. Venilton Torres, Leonardo Moraes, João Miguel Neto, na categoria -58kg, e Maicon Andrade, André Bilia e Guilherme Félix, na divisão entre os pesos-pesados. 
Na competição feminina de janeiro, só houve disputa na categoria -57kg. Na -49kg, a atleta Talisca Reis não compareceu à pesagem. A outra atleta é Natália Diniz, que lutará justamente com a rival na próxima seletiva, em fevereiro. Com o quinto lugar no Grand Prix Final do México, Iris Sing foi a primeira brasileira a garantir vaga nos Jogos, na categoria 49kg.

As disputas no Rio de Janeiro terão 128 atletas, com 64 no masculino e 64 no feminino. Cada gênero terá quatro categorias em ação, com 16 atletas em cada uma. No masculino, serão representados os pesos: 58kg, 68, 80kg e +80kg. No feminino, estarão em ação os pesos de 49kg, 57kg, 67kg e +67kg. Além das quatro vagas reservadas para o Brasil (duas no masculino e duas no feminino), outras quatro vagas foram destinadas para convites que integram o critério da universalidade, que tem como objetivo dar oportunidade olímpica ao maior número de países possíveis. 
No dia 29 de dezembro, a WTF publicou os resultados do ranking olímpico em seu site oficial e classificou os seis primeiros colocados no ranking de cada categoria e gênero, em um total de 48 vagas. A partir daí os comitês olímpicos vão decidir se fazem o uso das vagas a que têm direito.

Cinco Pré-Olímpicos continentais darão 72 vagas. Os torneios africano, asiático, europeu e pan-americano darão 16 vagas cada, com um total de duas para cada categoria de peso. O torneio da Oceania dará oito vagas, classificando ao Rio apenas o melhor atleta de cada peso. Todos os Pré-Olímpicos acontecem entre janeiro e abril de 2016. 
AS VAGAS RESTANTES
6 de março - Seletiva da seleção brasileira - 3 vagas
27 de fevereiro de 2016: Pré-Olímpico da Oceania - 8 vagas (uma por categoria)
10 a 11 de março de 2016: Pré-Olímpico pan-americano - 16 vagas (duas por categoria)
19 a 20 de abril de 2016: Pré-Olímpico asiático - 16 vagas (duas por categoria)
Distribuição de quatro convites
VAGAS GARANTIDAS
Feminino
49kg
Jingyu Wu (China)
Lucija Zaninovic (Croácia)
Yasmina Aziez (França)
Panipak  Wongpattanakit (Tailândia)
Iris Tang Sing (Brasil)
So-hui Kim (Coreia do Sul)
Itzel Manjarrez (México)
Patimat Abakarova (Azerbaijão)
Tijana Bogdanovic (Sérvia)
Rosa Keleku (Congo)
Maria Andrade (Cabo Verde)
57kg
Jade Jones (Grã-Bretanha)
Eva Calvo Gomez (Espanha)
Hedaya Malak (Egito)
Mayu Hamada (Japão)
Yun-wen Huang (China Taipei)
Ana Zaninovic (Croácia)
Nikita Glasnovic (Suécia)
Raheleh Asemani (COI*)
Suvi Mikkonen (Finlândia)
Hakima El-Meslahy (Marrocos)
Rahma Ben Ali (Tunísia)

*Raheleh Asemani é iraniana, mas é refugiada na Bélgica. Contudo, por não possuir ainda a cidadania belga, não defende o país. Caso não consiga a documentação, ela poderá participar das Olimpíadas defendendo a bandeira do Comitê Olímpico Internacional (COI).

67kg
Haby Niare (França)
Elin Johansson (Suécia)
Chia Chia Chuang (Taipei)
Hye-ri Oh (Coreia do Sul)
Anastasiia Baryshnikova (Rússia)
Nur Tatar (Turquia)
Farida Azizova (Azerbaijão)
Rabia Gulec (Alemanha)
Ruth Gbagbi (Costa do Marfim)
Seham El-Sawalhy (Egito)

+67kg
Shuyin Zheng (China)
Milica Mandic (Sérvia)
Bianca Walkden (Grã-Bretanha)
Gwladys Epangue (França)
Maria Espinoza (México)
Jackie Galloway (EUA)
Tina Skaar (Noruega)
Reshimie Oogink (Holanda)
Mamina Koné (Costa do Marfim)
Wiam Dislam (Marrocos)

Masculino
58kg
Tae-hun Kim (Coreia do Sul)
Farzan Ashourzadeh Fallah (Irã)
Rui Bragança (Portugal)
Levent Tuncat (Alemanha)
Cesar Rodriguez (México)
Si Mohammed Ketbi (Bélgica)
Ron Atias (Israel)
Jesus Cabrera Tortosa (Espanha)
Omar Hajjami (Marrocos)
Yousef Shriha (Líbia)

68kg
Dae-hoon Lee (Coreia do Sul)
Alexey Denisenko (Rússia)
Jaouad Achab (Bélgica)
Saul Gutierrez (México)
Servet Tazegul (Turquia)
Joel Gonzalez Bonilla (Espanha)
Karol Robak (Polônia)
Filip Grgic (Croácia)
Ghofran Zaki (Egito)
Balla Dièye (Senegal)

80kg
Mahdi Khodabakhshi (Irã)
Aaron Cook (Moldávia)
Lutalo Muhammad (Grã-Bretanha)
Albert Gaun (Rússia)
Tahir Guelec (Alemanha)
Cheick Sallah Cisse (Costa do Marfim)
Beigi Harchgani Milad (Azerbaijão)
Piotr Pazinski (Polônia)
Oussama Oueslati (Tunísia)
Ismaël Coulibaly (Mali)

+80kg
Dmitriy Shokin (Uzbequistão)
Radik Isaev (Azerbaijão)
Sajjad Mardani (Irã)
Anthony Obame (Gabão)
M’Bar N’Diaye (França)
Dong-min Cha (Coreia do Sul)
Mahama Cho (Grã-Bretanha)
Marshall Arman-Silla (Belarus)
Yassine Trabelsi (Tunísia)
Abdoul Razak Issoufou (Níger)